
DA PERCEPÇÃO AO TRATAMENTO
Entenda o método
O QUE SEU ROSTO COMUNICA ANTES DE VOCÊ DIZER UMA PALAVRA?
Você tem cara de quê?
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Em milissegundos, quem olha para o seu rosto já formou uma primeira impressão sobre você.
Você parece bravo? Cansado? Triste? Mais jovem ou mais velho? Saudável ou doente?
Julgamos e somos julgados o tempo todo. É instintivo e automático.
Desde os primórdios da humanidade, interpretar rapidamente o rosto de quem estava à nossa frente podia ser uma questão de sobrevivência.
Hoje, nossas relações são muito mais complexas, mas continuamos fazendo essa leitura. Avaliamos pessoas nas relações pessoais, profissionais e sociais — e o rosto continua sendo uma das primeiras fontes de informação.
Mas a impressão que você causa nos outros pode ser diferente de como você se vê — ou de como gostaria de ser visto.
Por isso, a primeira pergunta é simples:
Que impressão o seu rosto causa em quem olha para você, antes mesmo de você fazer qualquer expressão ou dizer uma palavra?
Ou, de um jeito bem mais direto:
Você tem cara de quê?
O EFEITO HALO
O impacto das primeiras impressões
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A primeira impressão que o seu rosto causa pode levar as pessoas a tirarem conclusões precipitadas sobre quem você é.
Se você tem cara de bravo, quem olha pode concluir que você é autoritário; se tem cara de cansado, que é desmotivado; e, se tem cara de novinho, que é inexperiente.
Essas conclusões podem mudar a forma como as pessoas se relacionam com você — em uma entrevista de emprego, em uma reunião, em um primeiro encontro ou simplesmente no dia a dia.
É assim que uma primeira impressão pode influenciar o julgamento de alguém sobre características suas que ele nem conhece.
ESTEREÓTIPOS E PSEUDOEXPRESSÕES
POR QUE SEU ROSTO PODE PARECER EXPRESSAR ALGO QUANDO VOCÊ NÃO ESTÁ EXPRESSANDO NADA?
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O cérebro interpreta o que vê no rosto sem necessariamente se preocupar ou diferenciar por que aquilo está ali.
Quem olha não sabe se o seu queixo está para trás porque você fez uma expressão de emburrado ou porque ele é anatomicamente pequeno e retruído. Você vai parecer emburrado mesmo sem estar.
Outras interpretaçoes podem acontecer,.
Um adulto pode ter o rosto arredondado, como nos rostos mais jovens, antes de a mandíbula e o queixo se desenvolverem completamente, e com isso aparentar menos idade.
Lábios mais para dentro, um queixo mais próximo do nariz ou um nariz caído são características que costumamos ver em rostos envelhecidos e fazendor você parecer mais velho, mesmo quando, no seu caso, elas não foram causadas pelo envelhecimento.
Maçãs do rosto mais cheias e lábios mais grossos podem fazer um rosto parecer mais feminino. Já um rosto mais angulado, com menos volume e lábios mais finos, pode parecer mais masculino.
Um rosto naturalmente mais magro e encovado também pode fazer você parecer doente, mesmo estando saudável.
Ou seja: em uma primeira impressão, o cérebro interpreta as características que vê no seu rosto. O motivo pelo qual elas estão ali é outra questão.
ANÁLISE DAS MEDIDAS E PROPORÇÕES
O que está produzindo essa impressão?
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Se você tem cara de cansada, brava, triste ou mais velha, a primeira pergunta não deveria ser:
qual tratamento vou fazer? A primeira pergunta deveria ser:
“Por que meu rosto está passando essa impressão?”
Às vezes, uma característica específica tem um peso grande. Em outros casos, não existe um único “culpado”: é a combinação de várias características que produz aquela leitura.
É por isso que não faz sentido olhar para uma parte isolada do rosto e decidir o tratamento a partir dela.
Antes de pensar em botox, preenchimento ou qualquer outro procedimento, é preciso entender o que está acontecendo naquele rosto como um todo.
E A IDENTIDADE?
NÃO VAI FICAR TODO MUNDO IGUAL? OU PIOR, COM CARA DE HARMONIZADO?
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Medir um rosto não é colocá-lo em uma caixinha nem tentar fazer todo mundo caber no mesmo padrão.
Trabalhamos com proporções, não com medidas prontas.
Existem estruturas no seu rosto que não conseguimos modificar, como a posição dos olhos e o lugar das orelhas. São essas estruturas “não modificáveis” que servem de referência para calcular o tamanho e a forma das estruturas que vamos modificar.
Então, mesmo usando a mesma proporção, as medidas finais serão diferentes em cada rosto. É isso que possibilita modificar o rosto sem apagar a identidade.
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E o tratamento?
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Depois de identificar o que está produzindo determinada percepção e o que deve ser preservado, é possível definir o objetivo do tratamento.
Só então se escolhe a técnica mais adequada. Dependendo do que precisa ser modificado, o planejamento pode envolver preenchimento, bioestimulação, toxina botulínica, laser, cirurgia, outros tratamentos — ou nenhuma intervenção.
O tratamento não começa pela escolha de um procedimento. Começa pela compreensão do rosto como um conjunto.